Morango do ódio, dedo de bruxa e mais: ex-fotógrafa fatura R$ 5 mil com doces góticos
Doce ou travessura? Empreendedora lucra com sobremesas de terror O sucesso do "morango do amor" inspirou centenas de versões nas redes sociais. Mas uma delas s...
Doce ou travessura? Empreendedora lucra com sobremesas de terror O sucesso do "morango do amor" inspirou centenas de versões nas redes sociais. Mas uma delas seguiu um caminho bem diferente. Com cobertura escura e visual inspirado no universo do terror, o chamado "morango do ódio" viralizou na internet, ultrapassou 4 milhões de visualizações e levou novos clientes para uma pequena confeitaria especializada em doces de estética gótica. Por trás da criação está Fernanda Oliveira, fotógrafa que decidiu transformar a paixão pela culinária em negócio. Com um investimento inicial de R$ 3 mil, ela passou a produzir doces artesanais inspirados em referências do rock, do cinema de terror e da cultura dark. Hoje, a atividade gera um faturamento médio de cerca de R$ 5 mil por mês. A empreendedora conta que o doce que viralizou nasceu como uma brincadeira a partir de uma tendência já conhecida das redes. "Então, no ano passado, teve o morango do amor que foi super viralizado. Aí eu fiz um morango do ódio e esse ano teve essa adaptação, que bombou novamente", afirma. O visual dos produtos não surgiu por acaso. A confeitaria é uma extensão dos gostos pessoais da empreendedora. Segundo Fernanda, seu interesse pelo universo alternativo vem desde a infância. Apaixonada por rock, ela também encontra inspiração em filmes de terror e no ambiente em que vive. "Eu sempre tento buscar esse lado do terror, mas sem ser totalmente direta", explica. O catálogo inclui criações inspiradas nesse universo, como dedos de bruxa, cérebros e bolos com elementos que remetem ao suspense e ao horror, mas apresentados de forma lúdica e artesanal. Fotógrafa Fernanda Oliveira fundou o negócio com investimento inicial de R$ 3 mil. Globo/ Reprodução Mercado de nicho ajudou negócio a crescer O interesse do público mostrou à empreendedora que existia espaço para produtos diferentes dos oferecidos pelas confeitarias tradicionais. "Fora do convencional me atraía e não é possível que só eu e meu marido gostem. E acabou que foi dando muito certo", afirma. O reconhecimento chegou também por meio de parcerias comerciais. Uma editora especializada em livros de suspense, terror e literatura dark procurou Fernanda para desenvolver um doce temático ligado ao lançamento de uma obra. A solução encontrada foi criar um bolo em formato de inseto, alinhado à proposta do livro. Ex-fotógrafa fatura R$ 5 mil com doces góticos Arte g1 Datas sazonais impulsionam as vendas Embora os produtos sejam vendidos durante todo o ano, períodos ligados ao universo do terror costumam trazer resultados mais expressivos. Segundo a empreendedora, em épocas de maior procura, como o período de Halloween, o faturamento pode chegar a ser cinco vezes maior do que em meses convencionais. Entre os itens mais procurados estão algumas das primeiras criações da marca, como o dedo de bruxa e o doce em formato de cérebro. Após a repercussão nas redes sociais, Fernanda afirma que o principal objetivo passou a ser organizar a produção para atender mais clientes sem perder o caráter artesanal dos produtos. "Me organizar para que ninguém fique sem doce e também essa questão do artesanal, da produção, para que a pessoa entenda que é algo exclusivo", diz. O desafio é comum a muitos pequenos negócios que viralizam: transformar a visibilidade repentina em crescimento sustentável. No caso da confeiteira, a aposta está justamente na combinação que tornou a marca conhecida: doces artesanais, identidade própria e uma estética pouco explorada pelo mercado tradicional. O catálogo artesanal inclui itens em formatos lúdicos de cérebro e dedos de bruxa. Globo/ Reprodução